Há um entusiasmo eufórico em conhecer;Se mostrar, com medo de mostrar-se mal.
À primeira vista...
Pelo canto das pálpebras
Nos olhamos, num misto de vergonha e desejo
De ir depressa satisfazer o que é inerente a todos:
Em ligarmo-nos uns aos outros, num inevitável jogo interpessoal que dá prazer.
A vontade sólida e permanente que existe no medo da solidão,
E nos faz voar aos braços de muitos, com os quais brigamos e amamos
E inevitavelmente nunca nos separamos.
Pode-se deixar de falar, de ouvir...
Assim figura-se o encontro
A separação nunca é plena,
Mas nem por isso é menos dolorosa,
Pois o ato do riso inexiste,
Perde-se o prazer da convivência
E fica apenas o medo de estar só.
Num pesado modo de manter-se vivo.
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