Inevitável da vida
O instante
Da novidade ingênua;
Do eterno acontecer.
Como aquela velha história,
Que em cada recontar
Não lhe parece tão igual...
Recomeça e sempre finda...
E me aparece e some,
Nunca fica.
Mesmo eu,
Pareço, então, fugir daqui de dentro de mim;
Quando volto sei que não mais sou o mesmo.
Mas impossível não entristecer
Quando diz que vai embora
Deixando sua imagem
apagando com o tempo...
Quem por fim não se incomoda?
Não se perturba e se angustia do porvir?
E esse medo
Do inevitável da vida?
Viver!