sábado, 28 de agosto de 2010

Um jogo e força

Na forma do viver
O desenho do convívio;
Escultura da minha solidão.

Na forma desse jogo
Não há nome nem sentido;
Na forma do meu medo
Só tem meu fraco defeito.
Tão meu quanto não quiser admitir.

Defeito não só meu
Mas medo tão profundamente singular de mim.
Só não paro...

Não paro de falar.
Tão tagarela quanto quiser.

É a minha forma de aparecer
É a minha força
Ao agir, pra me engolir
Pra roubar pra mim
O que quer que seja.
Um pouco mais.