A morte.
Ela arranca do lugar comum, previsível,
A imagem daquele que se espera encontrar.
A importância singela que existe no reencontro comum das datas importantes;
A visualização de tudo em seu devido lugar;
Cada um com o espaço que lhe cabe,
E com aceitação plena,
Não o modifica.
A morte o esvazia...
Esvazia depressa
Retira tudo:
Palavra, suspiro, olhar, sorriso,
Beleza, brilho e, por fim, a imagem.
Devagar torna-nos únicos,
Como personagens que deixam de existir...
Ver o Personagem em beleza, brilho, olhar, suspiro...
Palavra, olhar e sorriso.
Era o que esperávamos:
Eternamente, vê-lo...
Mas, agora...
Lembrá-lo, eternamente.
Num instante sai de cena
Tudo que mantinha o Personagem
Com seus chavões previsíveis, mas, certamente, reconfortantes,
Sob a luz da vida.
E com a morte vai-se a certeza de que naquele lugar,
A qualquer hora,
Ele se faria vivo em suas falas e movimentos inconfundíveis.
Um comentário:
lindo!
eu já ,conhecia e já achava lino, mas só pra deixar claro :D
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