O que é a amizade? Ou melhor, o que se espera dela?
Talvez lealdade, talvez verdade, talvez compreensão... Mas ela, a amizade, é construída por pessoas, que pelo discurso constroem suas imagens, e nem sempre o que está no discurso é a verdade.
Que belo! Pessoas que têm algo em comum confraternizam-se, trocam confidencias, juram fidelidade, lealdade e compreensão. Mas quem confia nos homens? Eles mentem... E engraçado como essas juras só aparecem em momentos de prazer e diversão, num hedonismo inerente aos indivíduos de nosso tempo. Precise de alguém e vai ver. Tente dizer a verdade ao invés da cega concordância. Desvie os olhos de suas coisas perto deles, dos amigos, dos amados amigos falsos. Será ignorado, será achincalhado, será roubado!
Penso então: Pelo menos ao serem descobertos em alguma deslealdade manteriam a dignidade, assumindo seus atos, pedindo desculpas (embora muitos desses atos não mereçam perdão). Que isso? Esperar o ideal dos outros é um erro, e esperar dignidade deles é erro pior. Não, os desleais não têm dignidade, eles destorcem a verdade, mentem, exageram, para que o mundo não os enterre, para que suas figuras não fiquem tão mau pintadas no quadro da sinceridade.
E assim segue a vida, uma tragédia escrota. A gente vê tudo isso, sofre com amigos-inimgos, e ainda assim confia-se novamente, descobrem-se outras pessoas e nossos segredos começam a voar de novo, para os ouvidos dos nossos necessários amigos... Talvez a sorte bata à nossa porta, talvez nos surpreendam pessoas que realmente cumpram com o que dizem, tenho fé, elas existem, mas são poucas, jóias que têm de ser cuidadas, para que a verdade dure nesse meio raro de sincera amizade.
Talvez lealdade, talvez verdade, talvez compreensão... Mas ela, a amizade, é construída por pessoas, que pelo discurso constroem suas imagens, e nem sempre o que está no discurso é a verdade.
Que belo! Pessoas que têm algo em comum confraternizam-se, trocam confidencias, juram fidelidade, lealdade e compreensão. Mas quem confia nos homens? Eles mentem... E engraçado como essas juras só aparecem em momentos de prazer e diversão, num hedonismo inerente aos indivíduos de nosso tempo. Precise de alguém e vai ver. Tente dizer a verdade ao invés da cega concordância. Desvie os olhos de suas coisas perto deles, dos amigos, dos amados amigos falsos. Será ignorado, será achincalhado, será roubado!
Penso então: Pelo menos ao serem descobertos em alguma deslealdade manteriam a dignidade, assumindo seus atos, pedindo desculpas (embora muitos desses atos não mereçam perdão). Que isso? Esperar o ideal dos outros é um erro, e esperar dignidade deles é erro pior. Não, os desleais não têm dignidade, eles destorcem a verdade, mentem, exageram, para que o mundo não os enterre, para que suas figuras não fiquem tão mau pintadas no quadro da sinceridade.
E assim segue a vida, uma tragédia escrota. A gente vê tudo isso, sofre com amigos-inimgos, e ainda assim confia-se novamente, descobrem-se outras pessoas e nossos segredos começam a voar de novo, para os ouvidos dos nossos necessários amigos... Talvez a sorte bata à nossa porta, talvez nos surpreendam pessoas que realmente cumpram com o que dizem, tenho fé, elas existem, mas são poucas, jóias que têm de ser cuidadas, para que a verdade dure nesse meio raro de sincera amizade.
Um comentário:
Trágico, caro Meciano.
Mas refletindo sobre isso percebe-se o quão cômico são as pessoas na ignorância e na injúria. Não há remédio nem cura, é o mal do homem e tanto você como eu nem sequer temos consciência de como nossos atos são levianos.
E por isso afirmo: deixe a vida com suas tragédias, debrucemo-nos sobre a arte impura e conformada.
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