quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Anticlaustrofobia

À noite...
De tão pouco fazer
Tudo ficou pequeno
Pequeno como uma toca
Do tamanho do tédio

No céu o preto
O escuro maior que o mundo
Era eu.
Do tamanho do nada
Morria com a perna pra cima
Preocupado com bundas
Beijando puras moças de rua.
A luz não pegaria meu mundo
Ele se afogaria profundo

Poucos anos
Tempo curto
Desculpa de um bobo
Comia biscoito
Vendo comédias
Com chinelo de dedo

Um lugar comum
Aos que vivem de esforço nenhum
Aos que vivem de cueca
De baixo de travesseiros
Coberto não tenho frio
Trancado não fico feio

Depois da porta
Parede dos lados
Chão e teto
Poucos metros quadrados
Fico grande
Num mundo sem tamanho
Mundo meu
Só meu
Perfeito.
Os olhos que não o vêem
Não difamam, não degradam
Mas tem meu elogio
Meu doce mundo sem medo
Porque não o inventei aqui

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